Entre acabamentos, móveis e iluminação, talvez estejamos deixando de lado elementos que revelam muito mais sobre quem somos.
Enquanto editava alguns vídeos de decoração, fiquei pensando na frequência com que as palavras chique e sofisticado aparecem quando falamos de interiores. Mas será que estamos olhando para a sofisticação pelo ângulo certo?
Para mim, ela está muito mais em uma biblioteca, em uma estante repleta de livros, em uma vitrola com seus discos, em um piano ou em uma coleção construída ao longo dos anos.
Não são objetos para vestir, exibir ou seguir uma tendência. São elementos que convidam à apreciação, despertam curiosidade e revelam interesses. São objetos que carregam cultura, história e personalidade.
Uma casa pode ter acabamentos impecáveis, iluminação planejada, automação e os recursos mais modernos. Tudo isso tem seu valor. Mas será que esses elementos, por si só, tornam um ambiente sofisticado?
Morar bem é apenas ter uma casa bonita e atualizada ou também criar um espaço que reflita quem somos, o que conhecemos e o que apreciamos?
Fico pensando se, ao planejar nossos espaços, estamos dedicando a mesma atenção à cultura, à arte, à música e à leitura que dedicamos aos acabamentos, aos móveis e à iluminação.
Afinal, entre investir em mais um recurso de iluminação e criar um espaço para os livros, a música ou a arte, o que realmente transforma uma casa em um lugar com identidade?
Talvez a sofisticação não esteja apenas naquilo que escolhemos colocar dentro de casa, mas também naquilo que escolhemos cultivar dentro de nós.
Desejo que more e escolha bem,
Danielle Parada Daros.